Gersion de Castro

Gersion de Castro nasceu a 8 de novembro de 1969, na Vila do IAPI, Distrito Federal. É o sexto filho dos 11 filhos do carpinteiro Lourenço Correia da Silva e da doméstica Francisca de Castro Silva, que já vieram casados e com filhos, de Serra Dourada, Bahia, para ajudar a construir Brasília.

Ainda bebê , com 1 (um) ano de idade, foi morar na Vila Paranoá de onde abriu caminho pelo universo artístico. O IAPI diluiu-se e seus moradores se espalharam pelas várias cidades satélites do Distrito Federal. Ironicamente o Paranoá, cidade que ocupa todo o espaço na obra de Gersion, não lhe cedeu espaço para que nela morasse.

Desde 2001 ele mora na vizinha São Sebastião, como um exilado. É talvez essa “flutuância” residencial que o torna tão apegado a um lugar em específico que também já não existe: a Vila Paranoá.

Gersion concluiu o ensino médio no Centro Educacional do Lago – CEL, em 1989. Hoje trabalha como técnico de atividades culturais da Secretaria de Estado de Cultura do DF, lotado no Museu de Arte de Brasília – MAB. Sua obra e currículo atestam o quanto artista ele é.

Sua tão querida vila começou como pequeno acampamento para operários que vieram construir a barragem do lago Paranoá.

Final da década de cinqüenta, Jucelino Kubichek dava início à construção de Brasília. Assim chegava um grande número de imigrantes de todas as partes do país, principalmente das regiões menos favorecidas, como Norte e o Nordeste. Pessoas corridas de suas terras por causa da seca, da fome, em busca de um trabalho e de uma vida melhor.

Por isso foram surgindo vários acampamentos em toda a região para abrigar os candangos, como passaram a ser chamados esses trabalhadores. Era o Paranoá, a Cidade Livre, a Vila Planalto.

No acampamento do Paranoá ficaram os que estavam construindo a barragem do lago Paranoá. O pequeno povoado, o acampamento, foi se expandindo, e com o término das obras, as pessoas que lá estavam não retornaram para seus lugares de origem. Assim surgiu a Vila Paranoá.

Entretanto há alguns anos, o governo promoveu uma mudança drástica nesta comunidade, descaracterizando toda a estrutura social e demográfica, existente até então. Este lugar só existe mediante as poesias e pinturas de Gersion.

Nos seus quadros, Gersion procurou retratar alguns momentos da realidade cotidiana dos moradores da vila, assim como parte de sua infância. Retrata com realismo o lugar onde crianças, mulheres e homens viveram o seu cotidiano de brincadeiras e luta.

Mas Gersion sente que, com o velho Paranoá, muita coisa boa desapareceu, como a amizade, a simplicidade e a espontaneidade das pessoas. Foi este passado que tentou resgatar com seus quadros e suas poesias. Suas telas retratam o Paranoá antigo, aquele que as máquinas derrubaram, destroçaram e reduziram a nada. Quantos sonhos foram ali sepultados, quantas lágrimas aguaram aquele solo, quantos barracos, apagados para sempre do Planalto Central.

As estreitas ruelas com seus vários nomes e becos, o chafariz, as lavadeiras na bica, as brincadeiras de garoto, os domingos de feira, as festas de São João, a igreja São Geraldo, o pequeno barraco de madeira e de chão batido onde morou com os pais e dez irmãos, a vida dura dos que ali moravam, a derrubada dos barracos e os protestos contra a retirada da vila do local. Todas essa cenas foram resgatadas nas obras de Gersion.

Abaixo Gersion apresenta sua vila em poemas e quadros

    CERRADO

    Em meio ao cerrado,
    Nasce, surge a Vila,
    Inicialmente um acampamento,
    Encravado no seio do cerrado,
    Logo espalha-se a notícia em todos os recantos,
    Onde o vento sopra as vezes rasteiro,
    Levando a poeira,
    Em grande redemoinhos,
    Neste lugar a notícia cresce então,
    De um acampamento,
    Em uma Vila se transforma…
    Em meio a planos altos,
    Cerrado,
    Árvores tortas,
    Flores das mais variadas,
    Frutas das mais diversas qualidades,
    Araticum,
    Piqui,
    Cirigüela,
    Jatobá,
    E muito mais…
    Tons ocres,
    Terra,
    Azul,
    Lilás,
    Verdes,
    Mais verdes…
    Outras vegetações se misturam ao cerrado,
    Abacateiros,
    Mangueiras,
    Goiabeiras
    As mais variadas plantas,
    Os mais variados tons,
    Misturando-se aos barracos coloridos,
    Como rendas espalhadas ao vento,
    Clima urbano, interiorano,
    Gente na Vila, “Favela”,
    No planalto central,
    Em Brasília,
    Distrito Federal.

Os Curiosos

Em minhas pinturas, uso a memória como uma das principais ferramentas de meu trabalho e no quadro “Os curiosos”, retrato cenas de fatos que marcaram minha infância e que para mim eram descobertas do meu pequeno mundo de criança, a morte de um porco num açougue improvisado, ao lado de minha casa.

Dona Terezinha e Seu Chico Gê (in memória) todos os fins de semana (sábado) matavam um ou dois porcos e os curiosos em sua maioria crianças circulavam a barraca de fundos, cercado de arame, para ver aquela cena chocante que era a morte do porco, mas não só para isso, pois depois do animal morto podia sobrar das parte do animal que era oferecido por Dona Terezinha para as crianças, o torresmo (couro com gordura) frita que era a alegria do meninos “Curiosos”.

Mais Um Dia de Protesto

Desde minha infância e toda minha adolescência presenciei muitos fatos marcantes, movimentos de protestos, onde pessoas do Grupo jovem da igreja católica, a Associação de Moradores do Paranoá, mais tarde o CEDEP – Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá e outros seguimentos da Vila e até de fora como Ordem dos Advogados, Universidade de Brasilia – UnB, dentre outros, moviam-se em torno de questões como melhores condições de vida, como saneamento básico, mais escolas, educação de qualidade, projetos de alfabetização de jovens e adultos, posto de saúde e ainda reconhecimento da Vila Paranoá como cidade do Distrito Federal.

Pois mesmo a comunidade tendo surgido na época da construção de Brasília, em 1957, até os anos 80 ainda era considerada uma ocupação irregular e éramos constantemente discriminados e chamados de invasores, mas depois de muitos protestos, como o movimento pela fixação da cidade, ainda memorável movimento do barraço em 1986, seguido de greve de fome da jovem pioneira Maria Delsione da Silva, presidente da Associação de Moradores, seguido também por vários protestos da comunidade local, em frente ao Palácio do governo local, como ato de protesto às represárias policiais, finalmente, em 1987, através de decreto assinado pelo governador à época, Senhor José Aparecido, o Paranoá ganhou o título de cidade e em 1989, começou a grande transformação da Vila, hoje, cidade.

No quadro “Mais um dia de protesto”, procuro retratar um dos grandes momentos da vila, através do movimento de Fixação, marcado com gritos de guerra, como “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”, “queremos água”, “ queremos luz ”, “queremos escola” ”queremos saúde”…

Posso ainda falar que o quadro é uma homenagem aos pioneiros, a luta pelo reconhecimento da vila como cidade, também homenagem a pessoas como Maria Delsione da Silva, Benedito Prézia, Movimentos populares, Universidades, dentre outros que participaram de todo o processo de transformação do Paranoá.

Este poema reflete un pouco do que comento:

FIXAÇÃO

Fixação!!!Fixação!!!
Todos clamavam por
Fixação.
Uma constante insistência,
Uma luta sem fim,
Uma procura de solução.
Daqui não saio,
Muito menos alguém me tira.
As autoridades derrubam,
A gente constrói.
Arranca barracos,
Não adianta,
A gente não sai!
O pé firmou,
Agora veja como ficou.
O Paranoá se transformou,
Cresceu,
Virou uma grande cidade,
Evoluiu,
Ficou…
Aqui fiquei,
Estou…

Lata D’água Na Cabeça

No quadro “Lata d’água na cabeça”, como em outros quadros, sempre estão presentes as figuras das mulheres carregando água na cabeça, cenas do cotidiano da Vila Paranoá, mulheres guerreiras, muitas vezes carregando não só latas, mais bacias de roupas, crianças no colo ou ainda por nascer, mas sempre mulheres guerreiras, subindo e descendo serras, cuidando de seus lares e as vezes até correndo perigo, no meio da mata do cerrado, levando sustos de homens mal intencionados.

Outro poema:

A BICA

No meio de um matagal
Cerrado
Homens pelados
Tomam banho numa bica
Mulheres a transitar para todo lado
Lavando roupa num córrego ao lado.

Arteiros No Pau-de-Sebo

Um vizinho nosso, morador da rua João Pessoa, fundo com a rua Souza (minha rua), chamado Francisco Arteiro de Paiva, amigo de meu pai, por muitos anos, todos os sábados de aleluia, nas tardes de sábado, organizava uma brincadeira chamada “malhação do Judas”, que consistia em colocar um boneco feito de pano, bem vestido com paletó e gravata, no alto de um mastro banhado de sebo (gordura), tendo dentro de sua gravata dinheiro que era o prêmio para quem chegasse no final do mastro.

Em torno do mastro, muitos pessoas que assistiam a cena ou tentavam subir no mastro cheio de sebo, para ganhar o prêmio. Várias tentativas frustante, pois era muito escurregadio, mas enfim algum aventureiro conseguia e no final era aquela folia, tirava o prêmio e derrubava-se o boneco e abaixo a comunidade presente, queimavam o boneco de pano, uma verdadeira folia.

No quadro “Arteiros no pau-de-sebo” procuro congelar este momento e ainda homanegear pessoas como Francisco Arteiro, e ainda em memória das festas populares de São João, folia de reis, forrozeiros como Chico Sanfoneiro, também organizadores das festas juninas como Deliomar, Irany, Santos (in memória), Mironeide, Humberto, João do Violão, dentre outros, todos moradores da vila, que de maneira criativa trazia diversão a humilde Vila Paranoá, em forma de cultura regional, tipicamente Brasilieira

Meninos de Pés Descalços

Mais uma vez imagens de minha infância feliz, mesmo vivendo numa vila sem nenhuma urbanização, no chão batido, sem água potável dentro de casa.

Criança não está nem aí, que saber só de brincar, de correr, jogar bola, mesmo que tenha também que buscar águas em minas distante, lá está os “Meninos de pés descalços” a brincar e sonhar com um futuro melhor.

Domingo de Clássico na Vila

Tínhamos um grande campo de futebol no meio da Vila Paranoá, de chão batido.

No meio da semana, em sua maioria crianças e adolescentes, brincavam de bola, andavam de bicicleta, corriam para todos os lados naquele grande quadrado de areia e nos finais de semana, principalmente no Domingo, era usado para os “peladeiros” de plantão e futuros profissionais do futebol. Acontecia vários campeonatos de futebol e vinha ainda times de outras cidades do Distrito Federal para jogar no “Campão” como era conhecido. Era um verdadeiro local de lazer de fim de semana na Vila Paranoá, onde reunia famílias para ver as partidas, chupar picolé, comer salgadinhos, doces, e outras coisas vendidas ao redor do campo, uma festa para criançada.

Lembro-me de minha infância quando meu pai, todos os domingos levava eu e meus irmãos pequenos para assistir as partidas de futebol.

Inocência na Infância

Um auto retrato meu, mostrando meu cantinho de brincar, simples, onde sem querer estava delineando meu futuro como artista, na inocência de minha infância, empurrando meu carrinho de brinquedo, usando a criatividade, mesmo vivendo nas condições em que vivíamos.

Crianças que como eu criavam seus brinquedos com pneus velhos de caminhão e cabos de vassouras ou rodo, construiam carrinhos de brinquedo com latas vazias de óleo, com pedaços de paus e o que apecesse pela frente, fazendo também do chão batido uma forma de brincadeira, construindo casinhas e caminhos para os carrinhos improvisados. Minha “Inocência na infância”.

Matérias em Jornais
Jornal Cidades – 15Agosto2008Correio Braziliense – maio 2001Lembranças do Paranoá

10 respostas para Gersion de Castro

  1. Mona Louise disse:

    Nossa, que maravilha poder conhecer a obra e a história de um grande artista. Parabéns Gersion de Castro.

  2. Sensacional!!!! Minha infancia foi no Paranoá velho e não poderia ter sido em local melhor!!!! Muito bom mesmo, Vivi muito de tudo isso aí que foi mencionado… Caramba, nem lembrava da morte dos porcos……. Eu presenciei muito!
    Muito bom trabalho!!!!!!
    Obrigado Gersion por fazer me sentir feliz de novo lembrando de um tempo que foi muito bom e está guardado aqui com muito carinho!
    Belo trabalho o teu!

    • Gersion de Castro disse:

      Olá Jefferson, obrigado pelo acesso e manifestação de respeito, fico muito honrado em poder contribuir com a história do nosso Paranoá, trazendo a tona a recordação, não deixando que nossa memória vire “poeira do esquecimento” e vá parar embaixo do tapete, pois quem viveu no Velho Paranoá e hoje vive ou tem família no Paranoá, sabe, o quanto é importante nossa história e nossas conquistas.
      Minha infância, apesar de todos os problemas e sofrimentos pelas faltas de condições em nossas moradas foi muito difícil, mas como criança, não tenho dúvidas que vivi livre pelas ruas, becos, lago Paranoá e tantas outras aventuras que pude viver por isso trago em minhas obras crônicas e metáforas em forma de arte, para que todos saibam que existimos e resistimos ao tempo e ao espaço, presentes na história da construção do nosso Paranoá e de Brasília.
      Se quiser ver a obra em movimento entre no sitio: http://www.youtube.com e procure o vídeo animação Gersion de Castro. Pode acessar também o sítio de pipas que tem mais pinturas:http://www.portaldaspipas.com.br/pinturas_eng.html ou http://pipeirosdf.blogspot.com.br/2010/02/pinturas-sobre-pipas-de-gersion-de.html

      Tem ainda o livro Paranoá em Quadros e versos-Um outro olhar sobre Brasilia.

      Abraços,

      Gersion de Castro
      E-mail: gersiondecastroartes@gmail.com

  3. Libório disse:

    Olá tudo bem, cara que maravilha esse trabalho da História do Paranoá que está sendo realisado pela sua pessoa, eu acho que o Paranoa-DF está de parabens por ter um artista creativo e competente.

    • Gersion de Castro disse:

      Olá Libório,
      Se hoje sou artista e carrego na bagagem do conhecimento minhas experiências, devo tudo isso a minha origem no Paranoá e várias pessoas que me inspiraram em toda minha vida como meus pais, irmãos, amigos e mestres.
      Sendo inspirado pelos personagens anônimos, por tudo que vivi e ví em toda minha vida, com meus colegas de infância, juventude e vendo a história acontecer e mesmo com todas as dificuldades vividas, foi uma aventura ser filho do Paranoá e poder presenciar as várias mudanças até chegar ao que o Paranoá é hoje, sendo uma história muito bonita que não pode ficar esquecida, temos sempre que lembrar e relembrar e é isso que estou fazendo.
      Obrigado pela manifestação de carinho e respeito.

      Se quiser ver a obra em movimento entre no sitio: http://www.youtube.com e procure o vídeo animação Gersion de Castro. Pode acessar também o sítio de pipas que tem mais pinturas:http://www.portaldaspipas.com.br/pinturas_eng.html ou http://pipeirosdf.blogspot.com.br/2010/02/pinturas-sobre-pipas-de-gersion-de.html

      Tem ainda o livro Paranoá em Quadros e versos-Um outro olhar sobre Brasilia.

      Abraços,

      Gersion de Castro
      E-mail: gersiondecastroartes@gmail.com

  4. antonio cunha disse:

    LINDO SEU TRABALHO…….TEM COR, TEM VIDA…………..TEM COMUNIDADE VIVENDO……COMUNICADE CLAMANDO…………..UM GRANDE ABRAÇO AMIGÃO.

    • Gersion de Castro disse:

      Olá Antonia,

      A história do Paranoá que é linda e estou apenas retribuindo pelas aventuras e fatos que presenciei em toda minha vida e que com arte posso hoje mostrar para outras pessoas nossa linda história e cotidiano de anônimos que viveram e ainda vivem no Paranoá e mostrando que foi o que vivemos e fizemos no Velho Paranoá é o que faz-nos ter hoje nossa cidade do Paranoá.
      O trabalho é uma forma de costurar como retalhos, nossa memória e origem, para quem não conheceu, conhecer e valorizar o passado, respeitando o presente e nosso futuro.
      Fico feliz e honrado pela sua manifestação.

      Se quiser ver a obra em movimento entre no sitio: http://www.youtube.com e procure o vídeo animação Gersion de Castro. Pode acessar também o sítio de pipas que tem mais pinturas:http://www.portaldaspipas.com.br/pinturas_eng.html ou http://pipeirosdf.blogspot.com.br/2010/02/pinturas-sobre-pipas-de-gersion-de.html

      Tem ainda o livro Paranoá em Quadros e versos-Um outro olhar sobre Brasilia.

      Abraços,

      Gersion de Castro
      E-mail: gersiondecastroartes@gmail.com

  5. Gersion de Castro disse:

    Para Diretoria de Cultura,
    Ha mais ou menos dez dias, encontrei com Woolfang e Dênio que tiveram a iniciativa de divulgar no link da Diretoria de Cultura do Paranoá meu trabalho de pesquisa sobre a história do Paranoá.
    Fico muito honrado e feliz pelo espaço concedido, pois desta forma chega ao alcance de todos um pedacinho da história do Paranoá em forma de arte e versos, em homenagem aos pioneiros , filhos do Paranoá e todos que até hoje constroem não só nosso Paranoá, mas também Brasília.
    Foi por meio da arte que encontrei uma forma de trazer a tona nossas memórias e crônicas e assim, com uma grande colcha de retalhos, mostra as aventuras vividas por todos que tem carinho pelo que o Paranoá representa e assim, não vá para o “tapete do esquecimento” nossa origem e nossa cultura.
    Woolfang e Dênio são de minha geração e sabem bem o que estou falando, pois eles desde a infância, construíram seus caminhos, para estarem hoje na Cultura do Paranoá.
    Desejo toda sorte a eles e que façam um bom trabalho no que foram creditados.
    Espero também que nossos artistas e outros seguimentos consigam continuar construindo suas trajetórias profissionais e nunca desistam dos sonhos.
    Abraços,

    Gersion de Castro
    E-mail: gersiondecastroartes@gmail.com

  6. gersion de castro disse:

    “Todos os direitos reservados.
    Nenhuma parte desta obra (fotos e textos autorais de Gersion de Castro) poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou por qualquer meio ou armazenada em um sistema de recuperação de qualquer natureza sem a permissão escrita do detentor do autor. Nenhuma parte das obras de arte e poemas podem ser modificada sem a permissão escrita do artista. Nenhuma parte deste trabalho pode ser exposta à vista pública de qualquer forma ou por qualquer meio sem identificar o artista, com prévia comunicação e autorização expressa”

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